Os casos de depressão subiram 18% no período de 2005 a 2015, de acordo com estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS). A depressão é um transtorno que acomete mais de 300 milhões de pessoas de diversas faixas etárias no mundo. Trata-se de uma enfermidade “democrática”, que atinge pessoas de todas as faixas etárias, raças, etnias, classes sociais, econômicas e costuma causar um grande impacto para a qualidade de vida de seus portadores, se não tratada adequadamente. Há uma prevalência maior da doença entre as mulheres por questões hormonais e de características de personalidade. Também é razoavelmente comum o surgimento da depressão em mulheres grávidas e no pós-parto, assim como em idosos. Na adolescência, a doença também costuma se manifestar, porém pode ser de difícil diagnóstico por conta das mudanças comportamentais e hormonais próprias desta fase da vida. Crianças também podem ter depressão.

Muitos ainda consideram a depressão uma espécie de “mimo”, uma “fragilidade”.  Ao contrário disso, a depressão é uma doença como várias outras que tem causas, fatores desencadeantes, sinais, sintomas, mas pode e deve ser tratada.  Estar triste é diferente de estar com depressão, sendo que a tristeza é um sentimento normal que pode surgir em qualquer ocasião, principalmente quando se tem um desgosto, porém é um sentimento passageiro e não requer tratamento.

Causas orgânicas e emocionais podem desencadear depressão

Já a depressão é um transtorno gerado por vários fatores, inclusive genéticos, e, entre os principais, estão as alterações bioquímicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células.  Ela pode ser desencadeada ainda por fatores emocionais de forte impacto, como separação conjugal, luto, perda de emprego ou de estabilidade financeira, traumas, entre outros.  Pode se tornar altamente incapacitante, bem como levar a alterações fisiológicas, como baixas no sistema imune e o aumento de processos inflamatórios.

O sofrimento que esta doença causa é difícil de medir, o que muitas vezes acaba retardando o diagnóstico, e pior, o tratamento. Isso, porque o portador da depressão, geralmente, não sabe como, onde ou com quem procurar auxílio e, outras vezes, porque durante a doença, o indivíduo não tem energia ou vontade para agir. O importante é saber que existe tratamento e não há necessidade das pessoas ficarem tolerando tanto sofrimento.

Fatores que podem desencadear a depressão:

  • Predisposição genética;
  • Hereditariedade;
  • Perda do cônjuge, familiares próximos ou amigos;
  • Perda do emprego;
  • Problemas financeiros;
  • Problemas no relacionamento conjugal e familiar;
  • Estresse crônico;
  • Ansiedade crônica;
  • Disfunções hormonais;
  • Uso excessivo de internet e redes sociais;
  • Traumas físicos ou psicológicos;
  • Doenças crônicas e graves;
  • Sintomas físicos crônicos inexplicados – sintomas sem uma causa física explicável, inclusive checados por exames;
  • Falhas de memória;
  • Não querer sair de casa;
  • Comer pouco ou demais;
  • Acúmulo de objetos inúteis;
  • Abuso de álcool;
  • Dificuldades de concentração e de raciocinar;
  • Forte tristeza ou apatia;
  • Falta de prazer em qualquer atividade;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Angústia;
  • Isolamento social;
  • Reclamações constantes;
  • Desesperança e / ou pessimismo;
  • Sentimentos de culpa, baixa autoestima, inutilidade e / ou desamparo;
  • Fadiga e energia reduzida;
  • Ideias de morte e até suicídio;
  • Redução da libido;
  • Insônia ou aumento do sono;
  • Pensamentos de suicídio ou até tentativas de suicídio.

Tratamento

Hoje, com o avanço da medicina e da tecnologia, os tratamentos se tornaram cada vez mais eficazes; hoje existem aproximadamente mais de 30 remédios para tratar a depressão. O ideal é associar o tratamento medicamentoso conduzido por um médico psiquiatra a sessões de psicoterapia, que vão auxiliar os pacientes a lidar com as causas emocionais e os sintomas da depressão, potencializando e muito o processo de controle da doença.

Prevenção

  • Prevenção de doenças que podem levar ao desencadeamento da depressão, como as cerebrovasculares;
  • Saia para passear;
  • Faça trabalho como voluntário;
  • Aprenda coisas novas;
  • Busque oportunidades para conviver com seus entes queridos;
  • Tenha contato com a natureza e ou adote animais domésticos;
  • Tenha hábitos saudáveis;
  • Faça exercícios regulares;
  • Melhore seus hábitos alimentares;
  • Verifique como melhorar a qualidade do seu sono;
  • Não abuse do álcool e, se estiver tomando medicamento, não ingira bebida alcoólica sob hipótese alguma;
  • Desconecte-se um pouco da tecnologia e redes sociais.

A vida nos oferece inúmeras possibilidades, mesmo com os problemas que surgem. Não deixe a depressão tomar conta. Procure tratamento para combater essa doença que é um verdadeiro “atentado” à vida. Busque ajuda ou se você é familiar ou amigo de quem apresenta os sintomas das doenças vá atrás de tratamento.

FONTES:

  • Sociedade Brasileira de Psicologia
  • Sociedade Brasileira de Psiquiatria
  • ABRATA – Associação Brasileira de familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos
  • Ministério da Saúde
  • OMS

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